Como as Doenças Reumáticas podem afetar os olhos?

As doenças reumáticas, geralmente conhecidas como reumatismo, são um grupo de patologias que afetam o sistema locomotor, ou seja, as articulações, os ossos, os músculos, os tendões e os ligamentos.
Porém, algumas doenças reumáticas também comprometem outros sistemas, como o cardiovascular, o renal, o respiratório, a pele e, até mesmo, a visão.
Existem mais de 100 doenças reumatológicas descritas. Por isso, a finalidade deste post é informar como esse grupo de doenças pode afetar a visão e, principalmente, alertar sobre os seus sintomas. Afinal, conhecer os sinais é fundamental para evitar sérias consequências para a saúde ocular. Confira!
Leia também: Tudo o que você precisa saber sobre as principais doenças oculares.
Quais as doenças reumatológicas que afetam a visão?
Algumas doenças reumatológicas que podem ter manifestações oculares são:
1 – Artrite reumatoide, psoriática e juvenil
A artrite, que é a inflamação das articulações, também pode afetar os olhos causando alterações como conjuntivite, esclerite e uveíte.
Além da própria doença ter implicações oculares, os remédios como hidroxicloroquina e cloroquina podem exigir exame de fundo de olho a cada seis meses.
2 – Lúpus eritematoso
As pessoas com lúpus já possuem maior risco de ter a síndrome do olho seco, que se manifesta através de sintomas como ardência e dor nos olhos, coceira, sensação de areia nos olhos e ressecamento ocular.
Porém, os medicamentos corticoides utilizados no tratamento dessa doença podem ter efeitos colaterais nos olhos, podendo causar catarata e glaucoma.
3 – Síndrome de Sjögren
É uma doença em que o próprio corpo ataca as células que produzem saliva e lágrimas, deixando a boca e os olhos muito ressecados. Sendo comum a síndrome do olho seco, aumenta o risco de conjuntivite crônica.
A pessoa apresenta os olhos sempre secos, avermelhados, tem sensibilidade à luz e a sensação de areia nos olhos pode ser frequente.
4 – Espondilite anquilosante
Esta é uma doença em que existe inflamação nos tecidos, inclusive nos olhos, causando uveíte, geralmente em apenas um olho.
O olho pode ficar vermelho e inchado e, se a doença perdurar por meses, o outro olho também pode ser afetado, havendo maior risco de complicações na córnea e catarata.
5 – Síndrome de Behçet
Muito rara no Brasil, a Síndrome de Behçet é caracterizada pela inflamação nos vasos sanguíneos, geralmente diagnosticada na adolescência, mas que pode afetar gravemente os olhos, causando uveíte com pus nos dois olhos e inflamação no nervo óptico.
O tratamento pode ser feito com imunossupressores como azatioprina, ciclosporina A e ciclofosfamida para controlar os sintomas.
6 – Polimialgia reumática
A polimialgia reumática é caracterizada pela dor nos ombros, costas e dificuldade de movimentar-se devido à rigidez no quadril e na articulação dos ombros, sendo comum dor em todo o corpo.
Quando há envolvimento das artérias oculares, pode ocorrer visão turva, visão dupla e até mesmo cegueira, que pode afetar somente um ou os dois olhos.
7 – Síndrome de Reiter
É um tipo de artrite que causa dor e inflamação nas articulações, mas que também pode causar inflamação na parte branca dos olhos e nas pálpebras, levando ao surgimento de conjuntivite ou uveíte, por exemplo.
Apesar de ser mais comum a pessoa descobrir a doença reumática primeiro, é possível que o comprometimento ocular possa indicar a presença de doenças reumáticas.
Mas, para chegar a este diagnóstico, é preciso realizar uma série de exames, como raio-x das articulações, ressonância magnética e teste genético para identificar o fator reumatoide.
Como tratar as complicações oculares causadas pelo reumatismo?
O tratamento para as doenças oculares diretamente relacionadas às doenças reumatológicas deve ser orientado pelo oftalmologista e pelo reumatologista, pois pode incluir o uso de remédios, colírios e pomadas para aplicar nos olhos.
Quando essas doenças ocorrem devido ao efeito colateral de medicamentos, o médico poderá indicar que este seja trocado por outro para melhorar a qualidade da visão da pessoa. Porém, geralmente, é preciso tratar a doença reumatológica para que haja melhora dos sintomas oculares.
Dessa forma, se houver desconforto nos olhos ou alguma dificuldade para enxergar, deve-se procurar o médico oftalmologista urgente, principalmente se o paciente já souber que é portador de doença reumática.
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E então, entendeu como as doenças reumáticas podem acometer a visão? Continue acompanhando nosso blog para mais conteúdos exclusivos e até a próxima! 😊
Entenda o que é e como funciona a Cirurgia Refrativa

O que é cirurgia refrativa?
A cirurgia refrativa é um procedimento cirúrgico para corrigir erros de refração, como miopia, hipermetropia e astigmatismo.
A refração representa o fenômeno que ocorre quando um feixe de luz vindo de um ambiente externo penetra no globo ocular e forma a imagem.
Logo, o erro de refração acontece quando o feixe é desviado e chega desfocado na retina, provocando a falta de nitidez da visão.
Selecionamos informações relevantes sobre a cirurgia refrativa, o que é, as suas funções e como funciona. Continue lendo e saiba mais!
Leia também: “Problemas nos olhos? Conheça os principais exames para avaliar a saúde de sua retina.”
Como é feita a cirurgia refrativa?
A cirurgia é simples e rápida, com duração média de 20 minutos, por isso não requer internação.
O procedimento é realizado com um equipamento que utiliza uma luz ultravioleta com o objetivo de remodelar suavemente a superfície da córnea. Assim, sua curvatura é alterada para que os erros de refração sejam corrigidos.
Antes da operação, é necessário passar por uma consulta com o oftalmologista para avaliação pré-operatória, por meio de um exame oftalmológico completo.
Essa avaliação tem como objetivo analisar as necessidades específicas e condições oculares. São verificados pontos como:
Acuidade visual;
Espessura e formato da córnea;
Presença de doença ocular;
Pressão ocular.
Essas informações são analisadas de forma precisa e servem para determinar se o paciente apresenta condições favoráveis ao procedimento, bem como para direcioná-lo.
A avaliação é fundamental, pois garante o sucesso da cirurgia e os resultados esperados.
Quais são as técnicas mais utilizadas?
Após a avaliação pré-operatória, com base em exames oftalmológicos, é feita uma análise das condições oculares para definir se o paciente está apto a se submeter à cirurgia.
Além disso, é estabelecida a melhor técnica para cada caso, visando o melhor resultado.
Há diversas técnicas para realizar a cirurgia refrativa. Veja como os procedimentos são efetuados em cada uma delas:
Lasik (Laser Assisted In Situ Keratomileusis)
Com essa técnica, é criado um flap, um fino corte no epitélio, para a aplicação do laser na sua camada mais interna. Ao final da cirurgia, o flap é reposicionado.
Intralase
Esse método é semelhante ao Lasik, porém não utiliza uma lâmina para a criação do flap corneano. Então, é considerado mais seguro e menos invasivo.
Cirurgia refrativa customizada
A cirurgia refrativa personalizada é um tratamento que faz um exame de última geração para avaliar não só a córnea, mas também a câmara anterior do olho, a íris e o cristalino.
Essa nova tecnologia para cirurgias refrativas foi criada com base no sistema de comprimento de ondas, conhecido como Wave-Front.
O procedimento customizado proporciona um tratamento personalizado e mais preciso para cada olho.
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Seja qual for o seu distúrbio de refração, é preciso consultar um especialista para entender as suas particularidades e indicar o tratamento que melhor se encaixa.
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Entendeu como a cirurgia refrativa não é complexa? Agora você já sabe o que é e como ela funciona!
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Até a próxima!
Tudo o que você precisa saber sobre Lentes de Contato Esclerais

As lentes de contato esclerais são conhecidas por serem próprias para tratamentos de algumas doenças oculares, como ceratocone, miopia em graus elevados e Síndrome do Olho Seco.
Neste artigo, explicaremos o que são lentes de contato esclerais, como elas melhoram a visão e quais são suas indicações. Confira!
O que são lentes de contato esclerais?
As lentes esclerais são lentes de contato rígidas especiais, maiores em diâmetro e preenchidas com soro fisiológico, o que faz com que ofereçam maior conforto e adaptação individual.
Diferentemente das lentes de contato rígidas “comuns”, elas são apoiadas sobre a esclera, que corresponde à parte branca do olho, muito menos sensível que a córnea.
As lentes esclerais são fabricadas com um material rígido, para não permitir que as irregularidades da córnea influenciem na qualidade óptica da lente. Além disso, possuem alta permeabilidade, o que significa que o oxigênio consegue chegar até a córnea sem problemas, mantendo-a o mais saudável possível durante o uso diário e prolongado.
Outra vantagem das lentes esclerais é que elas são fabricadas individualmente, de forma customizada, levando em consideração as características próprias dos olhos de cada pessoa, já que cada córnea é única, como uma impressão digital. Assim, elas se adaptam perfeitamente a cada olho, independentemente das condições da córnea.
Indicações
As lentes de contato esclerais são muito recomendadas para correção de problemas de refração em graus altos, como miopia e astigmatismo, por exemplo, e para pessoas que não se adaptaram às lentes rígidas e/ou gelatinosas tradicionais.
Nessas condições, as lentes de contato esclerais são indicadas em casos de ceratocone, ectasias corneanas, degeneração marginal pelúcida, ectasia pós-cirurgia refrativa, ceratoglobo, Síndrome do Olho Seco, pós-trauma corneano, pós-transplante de córnea, degeneração de Salzmann e outros tipos de irregularidades corneanas.
Além disso, as lentes esclerais são indicadas para atletas de esportes ao ar livre que necessitam de correção da visão, pois oferecem mais conforto e estabilidade.
Adaptação das lentes de contato esclerais
Conforme a Resolução CFM nº 1.965/11, a indicação, adaptação e acompanhamento do uso das lentes de contato são atos exclusivamente médicos.
Sendo assim, o processo de adaptação das lentes de contato esclerais deve ser realizado junto ao oftalmologista, para garantir o correto uso das lentes.
Através do exame de topografia de córnea, o oftalmologista avaliará o problema de visão e curvatura, e fará uma entrevista para saber sobre os hábitos de vida, a frequência pretendida do uso das lentes e outras questões que julgar relevantes.
Com essas informações, o oftalmologista fará testes de adaptação, como avaliação da superfície da córnea e medida da curvatura; refração inicial para determinar o grau das lentes; colocação das lentes de teste; nova refração com o uso das lentes de teste; avaliação da adaptação com aparelhos específicos e realização de modificações, conforme necessidade.
O médico também irá passar recomendações de manuseio, limpeza e cuidados em geral, além de agendar consultas periódicas para acompanhar a adaptação.
De forma geral, as lentes de contato esclerais têm uma adaptação mais fácil do que as lentes gelatinosas e rígidas, já que possuem maior diâmetro e são apoiadas na esclera, fazendo com que o usuário não perceba o movimento das lentes.
Cuidados para quem usa ou vai iniciar a adaptação de lentes esclerais
Para aqueles que usam, estão iniciando ou irão iniciar a adaptação de lentes esclerais, é importante estar atento para algumas questões:
Utilize somente solução salina sem conservantes indicada pelo seu oftalmologista. Se for soro fisiológico, lembre-se de armazenar na geladeira e descartar antes de completar 7 dias depois de aberto.
A limpeza adequada das mãos antes de manipular suas lentes é muito importante para evitar a contaminação do soro ou da superfície da lente.
A limpeza da lente deve ser feita de maneira mecânica, inicialmente com o dedo indicador ou mínimo de uma mão contra a palma da outra mão, fazendo movimento circular de fricção.
Antes de colocar a lente, preencha-a com o soro até próximo de sua borda. Após colocá-la, observe no espelho se não criou bolha na lente, pois isso pode comprometer a visão ao longo do dia e causar desconforto ou olho vermelho.
Após as primeiras horas de uso, observe se há sinais de vermelhidão lateral, especialmente na porção branca dos olhos.
Ao longo do uso, observe se a visão não está deteriorando e perdendo a clareza, como visão mais embaçada ou com menos contraste.
Dor, olhos vermelhos, sensação de pálpebras quentes, visão turva, “arco-íris” e/ou embaçamento não são normais e devem ser relatados ao especialista.
Após retirar a lente, observe se ficou uma marca na porção branca dos olhos. Nesse caso, as lentes devem ser modificadas ou substituídas por lentes que se apoiem suavemente sobre a esclera, sem causar pressão em ponto específico.
Vale ressaltar que é fundamental fazer exames de acompanhamento da adaptação e de rotina regularmente. Nunca deixe para ir ao seu oftalmologista apenas quando tiver problemas evidentes.
Os exames de controle da adaptação são tão importantes quanto o exame inicial e a colocação das lentes!
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Esperamos que estas dicas sejam úteis para quem está iniciando a adaptação de lentes esclerais!
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Correção do astigmatismo na cirurgia da Catarata

Os olhos são partes impressionantes do corpo. Apesar de serem pequenos, fazem muitas coisas importantes para nós: nos ajudam a ver e nos conectar com o que está ao nosso redor, mantêm nossas mentes aguçadas e permitem nossa interação com as pessoas e coisas.
Ao longo do tempo, alterações dentro do olho podem causar alguns problemas afetando sua visão, como, por exemplo, a presbiopia, o astigmatismo e a catarata.
Leia também: “Tudo o que você precisa saber sobre as principais doenças oculares!”
O que é catarata?
A catarata é uma doença caracterizada pela perda de transparência do cristalino, lente natural cuja função é propiciar o foco da visão em diferentes distâncias.
Com o avançar da idade, as fibras do cristalino aumentam de espessura e de diâmetro, provocando, a princípio, presbiopia, a popular “vista cansada”.
É como se a catarata fosse a fase seguinte desse processo: a lente natural, além de perder a elasticidade, torna-se opaca. Aos poucos, vai embaçando a visão até que a pessoa passa a enxergar apenas vultos e luzes, podendo ocorrer a cegueira.
O envelhecimento é a causa mais comum no surgimento da catarata no olho, porém não é a única.
Os sintomas de catarata são, habitualmente, os seguintes:
Visão turva ou embaçada;
Diminuição da sensibilidade às cores e ao contraste;
Visão dupla em um olho, também chamada de diplopia monocular;
Aumento da sensibilidade à luz, conhecida como fotofobia;
Alteração frequente dos erros refrativos, com mudança frequente de óculos;
Diminuição da visão noturna.
O que é astigmatismo?
Em termos simples, o astigmatismo é um problema derivado de uma córnea que se estendeu para um formato irregular.
Em vez de terem uma forma redonda, as córneas das pessoas com astigmatismo são muitas vezes oblongas, ou seja, apresentam um formato oval.
Isto provoca um erro refrativo, distorcendo a luz quando esta entra nos olhos. Como resultado, as imagens ficam desfocadas.
Sintomas de astigmatismo
Visão embaçada;
Dificuldade para enxergar de perto;
Dificuldade para enxergar de longe;
Dores de cabeça e nos olhos;
Cansaço ocular;
Sensibilidade à luz, vertigem e enxaqueca em ambientes bastante iluminados, conhecida como fotofobia;
Confundir letras ou números parecidos;
Apertar os olhos para enxergar com nitidez, podendo levar a rugas na testa.
Cirurgia de catarata também corrige o grau?
De acordo com o estudo “Prevalence of corneal astigmatism before cataract surgery”, realizado em 2009 pela Universidade de Valência, na Espanha, 87% dos pacientes operados de catarata apresentaram algum nível de astigmatismo.
Os avanços tecnológicos e da oftalmologia fizeram com que a cirurgia de catarata também pudesse corrigir os erros de refração, dependendo da escolha da lente intraocular que será implantada.
As lentes que podem corrigir a visão de perto e longe são as lentes multifocais ou trifocais. Além disso, existem as lentes tóricas para casos de astigmatismo.
Assim, o paciente acaba tendo o benefício de se livrar dos óculos ao realizar a cirurgia de catarata.
Vale lembrar que o oftalmologista deve ser procurado sempre que houver qualquer alteração na capacidade visual ou sintomas nos olhos.
Entretanto, mesmo sem sintomas, é necessário um acompanhamento regular para detecção e tratamento precoces de alterações que costumam surgir na visão ao longo da vida.
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O uso de lentes de contato para o controle de doenças na córnea

O uso de lentes de contato é uma forma eficiente para oferecer qualidade visual aos pacientes, mas para isso é preciso que tenha acompanhamento de um especialista.
As lentes de contato também são utilizadas para o tratamento de algumas doenças que afetam a córnea, por exemplo, o ceratocone.
O ceratocone é uma doença causada pelo afinamento da córnea, que assume um formato de cone.
À medida que a córnea se afina, o paciente percebe uma baixa acuidade visual, que pode ser de moderada a severa, dependendo da quantidade de tecido corneano afetado.
Os pacientes que têm ceratocone precisam tomar alguns cuidados:
Manter consultas regulares ao oftalmologista para ajustar as lentes de contato;
Evitar coçar os olhos;
Aplicar compressas frias em crise de coceira ou sensação de areia nos olhos;
Usar colírio com corticoide sob prescrição médica para evitar risco de glaucoma;
Interromper o uso de antialérgico caso use lentes e sinta os olhos ressecados;
Fazer o polimento semestral das lentes com o oftalmologista para eliminar resíduos que possam deformar a superfície;
Usar óculos escuros com proteção ultravioleta em locais ensolarados.
É uma doença rara e de caráter hereditário. Sua evolução é lenta e se manifesta mais entre os 10 e 25 anos, podendo progredir até aproximadamente os 40 anos ou estabilizar-se com o tempo.
Você pode ler mais sobre as doenças que podem afetar a córnea em: “Ectasias da córnea”.
Como as lentes de contato podem ajudar no tratamento do ceratocone?
O tratamento do ceratocone tem ganhado muito destaque nos últimos anos e pode envolver diversas medidas, que vão de colírios especializados às cirurgias corretivas.
Em muitos casos, o uso de lentes de contato especiais ajuda a amenizar a deformação da córnea e restabelece a visão normal do paciente.
Novas lentes de contato, com materiais e curvaturas com mais tecnologia e sofisticação, permitem aos portadores de ceratocone maior qualidade da visão.
Qualquer que seja o método de tratamento do ceratocone, o objetivo é a estabilidade e a melhora na visão.
Se na fase inicial do ceratocone os óculos não forem capazes de melhorar a visão, é possível o uso de lentes de contato.
Lente escleral
Existem vários tipos de lentes de contato. A mais recente é a lente escleral, que tem potencial de oferecer conforto visual aos pacientes que possuem ceratocone.
Devido ao seu material, a lente escleral oferece maior adaptabilidade para o paciente, oferecendo maiores chances de sucesso no tratamento.
Essa lente tem maior diâmetro e se acomoda na parte branca dos olhos, e não na córnea.
As lentes de contato escleral podem ser uma opção bem eficiente para casos graves de ceratocone, pois sua modelação tem como objetivo corrigir até as deformações mais importantes da córnea.
Em casos em que as lentes convencionais não tiveram os resultados esperados, as lentes de contato escleral podem oferecer excelentes resultados, evitando procedimentos mais invasivos e perigosos.
Tudo o que você precisa saber sobre as principais doenças oculares!

As doenças oculares são problemas oftalmológicos causados por inúmeros motivos, que vão desde causas genéticas até os maus hábitos do dia a dia. A visão é um dos sentidos mais importantes que possuímos, e é responsável por 85% das atividades processadas pelo cérebro. No Brasil, o último Censo Demográfico (IBGE 2010) identificou mais de 35 […]
Microscopia Especular da Córnea – tudo o que você precisa saber sobre esse exame!

O exame de microscopia especular da córnea tem como objetivo avaliar as células que revestem a camada profunda do olho, que são as células endoteliais, sendo possível detectar possíveis enfermidades da córnea.
A córnea é responsável por focar, captar luz e proteger os olhos. Em sua estrutura não há vasos sanguíneos, mas existem diversas terminações nervosas.
Várias doenças oculares podem afetar a córnea, fazendo com que ela fique opaca ou causando irregularidades em sua forma ou superfície, por exemplo, a catarata e o ceratocone. Além disso, trauma no olho, queimaduras por substâncias químicas, entre outras, também podem causar problemas na córnea.
Uma córnea saudável é aquela que não apresenta opacidade e cuja curvatura permite a formação de imagens nítidas.
O que é o exame microscopia especular da córnea?
O exame de microscopia especular da córnea verifica a densidade e a qualidade das células presentes no endotélio corneano.
O endotélio da córnea é uma camada de células que reveste a superfície posterior da córnea. Seu papel fundamental é manter a hidratação da córnea através do sistema de transporte ativo de íons.
Quando esse processo não ocorre da maneira correta, devido a danos no endotélio, as células da córnea perdem a transparência, o que compromete a visão.
Teoricamente, as células endoteliais não se regeneram, e com o passar dos anos ocorrem mudanças celulares, o que pode ocasionar lesões na córnea. Por isso, é fundamental proteger essa camada de células.
A degeneração das células endoteliais agrava algumas doenças corneanas e do globo ocular. Em casos mais graves de destruição das células, é indicado que seja realizado o transplante de córnea para restituí-las.
Com isso, o exame de microscopia especular da córnea se torna fundamental, pois avalia a degeneração ou a distrofia das células do endotélio.
É importante ressaltar que o exame não leva em consideração apenas a quantidade dos organismos celulares, mas também a qualidade deles.
Como é realizado o exame microscopia especular da córnea?
Para a realização do exame, o paciente é colocado de frente para o microscópio digital que registrará a imagem do endotélio, aumentando-a em milhares de vezes.
Através da análise computadorizada da imagem refletida na parte posterior da córnea, é possível analisar as células de acordo com as áreas, formatos, tamanhos e se o endotélio está saudável.
É um exame indicado para pacientes que serão submetidos a procedimentos cirúrgicos como:
Correção de catarata;
Glaucoma;
Transplante de córnea;
Degenerações e distrofias da córnea.
Ou também para:
Pré-operatório de cirurgias intraoculares;
Adaptação de lentes de contato;
Edema de córnea;
Cicatrizes e opacidade da córnea;
Como diagnosticar as ectasias da córnea?

Ectasia da córnea é uma anomalia que causa o afinamento progressivo da córnea, podendo acontecer naturalmente ou após uma cirurgia refrativa. Com o passar do tempo, o afinamento da córnea deforma a curvatura do tecido.
As ectasias da córnea podem ser classificadas da seguinte forma:
Ceratocone;
Degeneração marginal pelúcida;
Ceratoglobo;
Ectasia pós Lasik.
Saiba mais sobre ectasias da córnea em: “Ectasias da córnea”.
Causas das ectasias da córnea
As causas das ectasias da córnea são variadas, podendo ser desenvolvidas de forma natural ou como resultado de uma cirurgia refrativa.
Entre os fatores de risco para o desenvolvimento da ectasia da córnea, estão os fatores hereditários e a idade, podendo se manifestar principalmente entre 20 e 30 anos.
Quando a ectasia da córnea é o resultado de uma cirurgia refrativa, é sinal de que a resistência biomecânica da córnea foi afetada após a operação, mas essa é a causa menos provável.
Já está comprovado cientificamente que esfregar os olhos de forma brusca está associado ao desenvolvimento de ceratocone, que é uma das doenças que surgem devido às ectasias da córnea.
É importante conscientizar as pessoas sobre esfregar os olhos. Se necessário, deve ser feito com delicadeza.
Como diagnosticar as ectasias da córnea?
A ectasia da córnea progride progressivamente e muitas vezes não é detectada em sua fase inicial. Geralmente, os sintomas se manifestam em estágios mais avançados da doença, quando já existe perda da acuidade visual.
Os principais sintomas são:
Visão turva e visão dupla;
Astigmatismo irregular;
Miopia progressiva;
Diminuição da acuidade visual.
O diagnóstico é feito através do exame de topografia de córnea. Caso o paciente apresente alguma ectasia, o resultado da topografia nos dois olhos será assimétrico.
A ceratometria, exame que mede a curvatura da superfície anterior da córnea, também é utilizada para o diagnóstico da ectasia corneana. Caso seja identificada alguma anomalia, o resultado produzirá valores altos.
A realização dos dois exames, associada aos sintomas do paciente, ajudará no diagnóstico da ectasia da córnea.
Tratamento
A ectasia da córnea não tem cura, mas existem algumas ações que podem ser tomadas para evitar a progressão da doença e melhorar a qualidade da visão do paciente.
Quanto mais cedo o diagnóstico, mais eficaz será o tratamento.
Entre as opções de tratamento podemos citar o uso de óculos ou lentes de contato para diminuir a condição visual da miopia e astigmatismo. Em alguns casos, o oftalmologista pode recomendar o implante de segmentos intracorneais para melhorar a visão e interromper a ectasia.
Já os procedimentos cirúrgicos são variados, mas podemos destacar os seguintes:
Implantação de anéis de PMMA intracorneais: oferece melhora significativa na qualidade visual de pacientes com ceratocone. Esta técnica cirúrgica consiste na implantação do anel no interior da córnea, com objetivo de alterar a curvatura da córnea na quantidade necessária para correção.
Crosslinking: técnica que impregna a córnea com uma substância conhecida como riboflavina, seguida por radiação ultravioleta. Esse procedimento ajuda no aumento da rigidez do colágeno da córnea para interromper o progresso da ectasia.
Implantação de lentes fácias: indicada para compensação de ametropia.
Ceratoplastia: em casos mais avançados da ectasia corneana, o oftalmologista pode recomendar uma ceratoplastia, também conhecida como transplante de córnea.
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Ectasias da córnea

As ectasias da córnea, também conhecidas como queratectasias, são alterações que causam o afinamento progressivo da córnea e geralmente são acompanhadas por miopia, astigmatismo, perda de acuidade visual, entre outros sintomas.
A córnea é responsável por focar, captar luz e proteger os olhos. Em sua estrutura não há vasos sanguíneos, mas existem diversas terminações nervosas.
Várias doenças oculares podem afetar a córnea, fazendo com que fique opaca ou causando irregularidades em sua forma ou superfície, como a catarata e o ceratocone. Além disso, trauma no olho, queimaduras por substâncias químicas, entre outras condições, também podem causar problemas na córnea.
Uma córnea saudável é aquela que não apresenta opacidade e cuja curvatura permite a formação de imagens nítidas.
O que é ectasia da córnea?
Ectasia da córnea é uma anomalia que causa o afinamento progressivo da córnea, podendo acontecer naturalmente ou após uma cirurgia refrativa. Com o passar do tempo, o afinamento da córnea deforma a curvatura do tecido.
As ectasias da córnea podem ser classificadas da seguinte forma:
Ceratocone;
Degeneração marginal pelúcida;
Ceratoglobo;
Ectasia pós Lasik.
Ceratocone
O ceratocone é uma doença causada pelo afinamento da córnea, que assume um formato de cone.
À medida que a córnea se afina, o paciente percebe uma baixa acuidade visual, que pode ser de moderada a severa, dependendo da quantidade de tecido corneano afetado.
Os pacientes que têm ceratocone precisam tomar alguns cuidados:
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Degeneração marginal pelúcida
A degeneração marginal pelúcida, também conhecida como DMP, é uma patologia que faz parte do grupo das ectasias da córnea.
É uma doença que afeta a córnea, deixando-a afinada e protusa. Diferente do ceratocone, é uma deformidade mais periférica.
Esse tipo de ectasia tem origem na parte inferior da córnea e faz com que o tecido tome a forma de um nódulo. O principal sintoma é a visão turva.
A DMP é de origem não inflamatória, geralmente bilateral, e os olhos podem ser acometidos de forma assimétrica.
Ainda não se sabe ao certo quais são as causas, mas sabe-se que existe um fator genético.
As pessoas que possuem esse tipo de ectasia precisam usar óculos de sol e lentes de contato.
Ceratoglobo
O ceratoglobo é uma das formas mais complicadas das ectasias da córnea, apresentando um comportamento semelhante ao do ceratocone de “distorção para a frente”.
Nesse caso, toda a curvatura da córnea é afetada, assumindo a forma de um globo.
Ectasia pós Lasik
A cirurgia a laser Lasik é realizada em pacientes que necessitam de correção de erros de refração.
A princípio, qualquer pessoa com miopia, hipermetropia e astigmatismo pode realizar esse tipo de cirurgia.
O risco desse tipo de procedimento é que o paciente pode desenvolver uma ectasia da córnea pós Lasik, que é a deformação progressiva da córnea, causando um aumento da miopia e do astigmatismo.
Esse risco permanece por anos após a correção refrativa.
O sucesso de todo tratamento oftalmológico depende do acompanhamento regular com o médico e do diagnóstico correto.
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A Eyetec é uma empresa brasileira, com capital 100% nacional, idealizada dentro da Universidade de São Paulo, USP, por engenheiros, técnicos e pesquisadores. Somos pioneiros no desenvolvimento de equipamentos oftálmicos!
Desde o lançamento do nosso primeiro produto, o oftalmoscópio binocular indireto, estamos ganhando destaque e reconhecimento entre os profissionais da área.
Em nosso portfólio, contamos com uma linha completa de equipamentos para diagnóstico de doenças oculares, presentes na maioria das clínicas oftalmológicas, hospitais e instituições de ensino.
Temos parcerias com os oftalmologistas mais renomados do mercado, colaborando com feedbacks e análises sobre nossos produtos.
Com constantes investimentos, conseguimos competir em igualdade com empresas multinacionais!
Em nosso site, você pode conferir mais sobre os nossos produtos.
Se você tem alguma dúvida sobre as ectasias da córnea ou as doenças que podem afetar a córnea, deixe seu comentário que teremos satisfação em ajudar!
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Crosslinking – um tratamento inovador para o ceratocone!

O crosslinking é um método cirúrgico inovador que tem apresentado ótimos resultados no tratamento do ceratocone.
Ceratocone
Ceratocone é uma doença causada pelo afinamento da córnea, que assume um formato de cone.
À medida que a córnea se afina, o paciente percebe uma baixa acuidade visual, que pode ser de moderada a severa, dependendo da quantidade de tecido corneano afetado.
Os pacientes que têm ceratocone precisam tomar alguns cuidados:
Manter consultas regulares ao oftalmologista para ajustar as lentes de contato;
Evitar coçar os olhos;
Aplicar compressas frias em crise de coceira ou sensação de areia nos olhos;
Usar colírio com corticoide sob prescrição médica para evitar risco de glaucoma;
Interromper o uso de antialérgico caso use lentes e sinta os olhos ressecados;
Fazer o polimento semestral das lentes com o oftalmologista para eliminar resíduos que possam deformar a superfície;
Usar óculos escuros com proteção ultravioleta em locais ensolarados.
É uma doença rara e de caráter hereditário. Sua evolução é lenta e se manifesta mais entre os 10 e 25 anos, podendo progredir até aproximadamente os 40 anos ou estabilizar-se com o tempo.
O que é crosslinking?
O tratamento crosslinking tem como objetivo aumentar a resistência e a estabilidade da córnea, impedindo o avanço de doenças como o ceratocone. Com isso, pode retardar ou até evitar um possível transplante de córnea.
Embora essa técnica possa ser considerada recente, ela surgiu há quase vinte anos na Europa.
Há muito tempo os médicos vêm buscando uma maneira de minimizar os efeitos do ceratocone e manter a saúde visual dos pacientes.
A princípio, esse tratamento era utilizado apenas para a correção de miopia leve. Depois, passou a ser usado no tratamento de pacientes com ceratocone, para aumentar sua tolerância a lentes de contato.
Terapias combinadas e novas abordagens do crosslinking são consideradas inovadoras e estão em desenvolvimento, para reduzir o tempo de tratamento e o pós-operatório, proporcionando resultados mais satisfatórios.
Nesse procedimento, a córnea fica exposta a uma combinação de radiação ultravioleta (UVA), associada a uma substância chamada riboflavina, vitamina B2, aumentando a rigidez biomecânica da córnea.
No crosslinking, ocorre o fortalecimento das fibras de colágeno, que representam as pontes de sustentação da córnea. Com o aumento da resistência, a elasticidade da córnea diminui, reduzindo as chances de abaulamento.
A realização do crosslinking corneano depende do avanço da doença e de fatores externos.
É indicado para pacientes com ceratocone em estágio inicial, pacientes jovens, adolescentes, casos em que a doença esteja em progressão e pacientes que já foram submetidos à cirurgia refrativa.
De forma geral, casos em estágio de leve a moderado apresentam bons resultados, mas alguns estudos estão comprovando a eficácia do tratamento em estágios mais avançados do ceratocone.
Em relação aos fatores externos, o tratamento não é indicado para gestantes, lactantes e pessoas que já tiveram alguma doença na superfície ocular.
É importante lembrar que cada caso deve ser avaliado pelo oftalmologista.
Lembrando que a função desse tratamento não é reduzir a doença, mas evitar a progressão.
Quais são os benefícios desse tratamento?
O crosslinking, mesmo sendo considerado um procedimento cirúrgico, é menos invasivo do que as demais cirurgias oftalmológicas.
Grande parte dos pacientes que são submetidos a esse tratamento conseguem estagnar a progressão da doença, e outros ainda conseguem controlar o avanço de forma bem significativa.
Outro benefício é que 25% dos pacientes que passam por esse tratamento apresentam a diminuição do grau de problemas oftalmológicos causados pelo ceratocone, como o astigmatismo e a miopia, embora esse não seja o objetivo principal do procedimento.
Pós-operatório
Essa é uma técnica minimamente invasiva, utilizada apenas com anestesia tópica com colírios. Tem aproximadamente 1 hora de duração e o paciente recebe alta logo após o procedimento, sem necessidade de internação.
Após o tratamento, é necessário que o paciente use medicamentos como antibióticos e anti-inflamatórios, por aproximadamente 20 dias, com acompanhamento médico.
O paciente pode apresentar algumas alterações temporárias, como inchaço, fotofobia, visão embaçada ou dupla, mas são sintomas que diminuem com o passar das semanas de recuperação.
Conheça a Eyetec!
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Para mais informações de especificações, catálogos ou atendimento, acesse nosso site: https://www.eyetec.com.br.
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