Você sabe quais são os principais direitos das pessoas com deficiência visual?

No dia 13 de dezembro é comemorado o Dia do Cego no Brasil, data essa que foi criada com a principal finalidade de diminuir o preconceito e a discriminação que os deficientes visuais sofrem muitas vezes por falta de informações.
Por isso, é muito importante que você conheça os principais direitos das pessoas com deficiência visual.
Os direitos das pessoas com deficiência visual no Brasil são garantidos por leis federais, mesmo assim muitas pessoas desconhecem esse assunto, até mesmo aquelas que mais poderiam usufruir de seus direitos.
Nós preparamos esse guia completo para que você conheça detalhadamente quais são os principais direitos das pessoas com deficiência visual no Brasil, e também a importância deles para a sociedade.
Dia Nacional do Cego: a importância para a visibilidade dos direitos das pessoas com deficiência visual
Em 1961, o presidente Jânio Quadros apresentou, através do decreto número 51.405, o Dia Nacional do Cego, que é celebrado anualmente no dia 13 de dezembro.
Essa é uma data importante, pois foi a partir dela que a sociedade pôde abrir o debate para diminuição dos preconceitos que atingem diretamente os portadores de deficiência visual.
O Dia Nacional do Cego atrai uma maior visibilidade para questões cotidianas que atingem pessoas com deficiência visual no Brasil, grupo esse que é altamente vulnerável tanto economicamente como socialmente.
Essa é uma data em que precisamos conhecer e também divulgar quais são os principais direitos das pessoas com deficiência visual, e principalmente como elas podem usufruir plenamente desses direitos para que tenham uma maior qualidade de vida e uma maior inclusão na sociedade.
Nós preparamos esse guia completo onde você vai conhecer as principais leis que apoiam as pessoas com maior amparo judicial.
Conheça quais são os principais direitos das pessoas com deficiência visual
Quando falamos dos principais direitos das pessoas com deficiência visual, estamos falando com um grupo altamente vulnerável na sociedade e que, para que tenha uma maior qualidade de vida, assim como seus direitos preservados e inclusão social, devem conhecer quais são as leis que os amparam.
1 – Inclusão
A primeira esfera que afeta diretamente a vida de uma pessoa com deficiência visual no Brasil é a questão da inclusão, essa que foi contemplada nos direitos fundamentais garantidos por uma lei federal.
As pessoas com deficiência visual podem adentrar assim como permanecer em ambientes coletivos acompanhadas de seu cão guia, mesmo que o estabelecimento normalmente não permita a entrada de animais.
O Brasil assinou a convenção internacional que garante os direitos das pessoas com deficiência e comprometeu a democratizar de forma direta a comunicação para o deficiente visual através do uso do braille, dos caracteres inteligentes e também da comunicação tátil.
As pessoas com deficiência visual também podem utilizar as filas preferenciais, para que possam circular nas ruas com segurança. Os semáforos para pedestres devem obrigatoriamente contar com mecanismos inteligentes que sejam capazes de emitir um sinal sonoro suave ou um guia de orientação para a travessia de pessoas com deficiência visual.
Os deficientes visuais também têm garantido por leis maiores facilidades na hora de fazer um financiamento ou um empréstimo bancário.
2 – Educação
Uma das maiores e mais importantes esferas na vida de qualquer cidadão é o direito à educação. Para os deficientes visuais, é garantido por lei alguns direitos fundamentais para que tenham plena inserção no sistema educacional.
Primeiramente, nenhuma instituição de ensino, seja ela pública ou privada, pode negar a matrícula de pessoas com deficiência visual.
Além disso, elas devem, dentro de um limite razoável, oferecer tanto os recursos humanos como os materiais indispensáveis para as necessidades educacionais de pessoas com deficiência, sem cobrar nenhum custo adicional por isso.
O Pronatec, que é o programa nacional de acesso ao ensino técnico e emprego em parceria com o Senai, oferece para deficientes visuais vagas gratuitas em diversos cursos técnicos e de formação inicial.
Instituições como o Instituto de Cegos de Natal servem para deficientes visuais com cursos de braille, música, locomoção e também atividades físicas, além de estimulação precoce, que são essenciais para o desenvolvimento pleno de deficientes visuais de até 4 anos de idade que se beneficiam no tratamento.
3 – Trabalho
As empresas com 100 ou mais empregados oferecem de 2 a 5% dos seus cargos a pessoas com deficiência visual.
Além disso, elas devem ter um tratamento diferenciado para ter condições de realizar provas não somente de concursos públicos, mas também de vestibulares.
Dia do Cego e o diagnóstico precoce
Você já conhece quais são os principais direitos das pessoas com deficiência visual, mas é importante também conscientizarmos sobre a importância do diagnóstico precoce, que pode ser feito através de equipamentos oftalmológicos desenvolvidos para uma análise mais precisa.
Isso pode fazer toda a diferença no tratamento e desenvolvimento do deficiente visual!
Medicina oftalmológica: como a tecnologia mudou esse mercado?

Assim como em diversas outras áreas da medicina, a oftalmologia também tem as suas subespecialidades divididas, isso porque as partes que envolvem a nossa visão são muito mais complexas do que podemos imaginar.
A neuroftalmologia e a oftalmologia, por exemplo, são dois ramos diferentes, que tratam a saúde dos olhos de forma distinta.
Pensando nisso, selecionamos quatro principais distúrbios neuro-oftálmicos que todo oftalmologista deve estar atento, pois podem representar risco de vida ao paciente. Confira a seguir!
Qual a diferença entre neuroftalmologia e oftalmologia?
Resumidamente, podemos dizer que o médico oftalmologista trata das doenças, problemas e alterações que acontecem nos olhos e que têm origem na região da visão.
Já o neuro-oftalmologista é o médico que trata das manifestações oculares relacionadas a problemas do sistema nervoso central que afetam o nervo óptico.
O nosso globo ocular é conectado ao sistema nervoso central por meio do nervo óptico, e toda e qualquer alteração que ocorre nesse sistema é especialidade do neuroftalmologista.
4 principais problemas de neuroftalmologia que todo oftalmologista deve estar atento!
1 – Perda de visão aguda e dolorosa
A perda de visão geralmente considerada aguda se desenvolve dentro de alguns minutos a alguns dias. Ela pode afetar um ou ambos os olhos ou parte de um campo visual.
A perda visual aguda requer avaliação e tratamento urgentes. Nestas circunstâncias, é essencial identificar se a perda visual é devida a um distúrbio ocular, especialmente uma doença da retina, ou a uma neuropatia óptica.
Os sintomas mais comuns são perda visual intermitente ou constante, novas dores de cabeça, claudicação do maxilar e sensibilidade no couro cabeludo.
2 – Hemianopsia bitemporal dolorosa aguda
A hemianopsia bitemporal dolorosa aguda é a perda total ou parcial da metade lateral de ambos os campos visuais, sem atravessar a mediana vertical.
A hemianopsia bitemporal é sentida quando os lados externos dos olhos apresentam perda de visão repentina.
Isso ocorre quando a lesão cerebral está localizada onde os nervos ópticos se cruzam.
3 – Oftalmoplegia dolorosa aguda
A oftalmoplegia internuclear é o comprometimento dos movimentos horizontais dos olhos causado por lesão em certas conexões entre os centros nervosos no tronco cerebral, parte inferior do cérebro.
Pode ser unilateral ou bilateral.
Os primeiros sintomas incluem sensibilidade nos seios da face, dores de cabeça e rinorreia sangrenta ou purulenta.
4 – Anisocoria dolorosa aguda
A anisocoria é uma condição em que uma das pupilas fica maior do que a outra, mesmo quando existe o mesmo estímulo em ambas.
Quando a anisocoria ocorre, costuma apresentar sintomas como dores de cabeça, febre, desmaios, baixa da visão e outros.
Vale lembrar que esta lista traz apenas alguns exemplos das doenças que podem acometer os olhos e suas estruturas.
Por isso, em qualquer suspeita de alteração visual, o oftalmologista deve encaminhar seus pacientes ao neuro-oftalmologista para que ele possa diagnosticar e tratar o quanto antes a patologia.
Gostou do conteúdo? Continue acompanhando nosso blog para mais informações e novidades sobre o universo da oftalmologia!
Tchau!
Dicas de Neuroftalmologia que todo Oftalmologista deve saber!

Assim como em diversas outras áreas da medicina, a oftalmologia também tem as suas subespecialidades divididas, isso porque as partes que envolvem a nossa visão são muito mais complexas do que podemos imaginar.
A neuroftalmologia e a oftalmologia, por exemplo, são dois ramos diferentes, que tratam a saúde dos olhos de forma distinta.
Pensando nisso, selecionamos quatro principais distúrbios neuro-oftálmicos que todo oftalmologista deve estar atento, pois podem representar risco de vida ao paciente. Confira a seguir!
Qual a diferença entre neuroftalmologia e oftalmologia?
Resumidamente, podemos dizer que o médico oftalmologista trata das doenças, problemas e alterações que acontecem nos olhos e que têm origem na região da visão.
Já o neuro-oftalmologista é o médico que trata das manifestações oculares relacionadas a problemas do sistema nervoso central que afetam o nervo óptico.
O nosso globo ocular é conectado ao sistema nervoso central por meio do nervo óptico, e toda e qualquer alteração que ocorre nesse sistema é especialidade do neuroftalmologista.
4 principais problemas de neuroftalmologia que todo oftalmologista deve estar atento!
1 – Perda de visão aguda e dolorosa
A perda de visão geralmente considerada aguda se desenvolve dentro de alguns minutos a alguns dias. Ela pode afetar um ou ambos os olhos ou parte de um campo visual.
A perda visual aguda requer avaliação e tratamento urgentes. Nestas circunstâncias, é essencial identificar se a perda visual é devida a um distúrbio ocular, especialmente uma doença da retina, ou a uma neuropatia óptica.
Os sintomas mais comuns são perda visual intermitente ou constante, novas dores de cabeça, claudicação do maxilar e sensibilidade no couro cabeludo.
2 – Hemianopsia bitemporal dolorosa aguda
A hemianopsia bitemporal dolorosa aguda é a perda total ou parcial da metade lateral de ambos os campos visuais, sem atravessar a mediana vertical.
A hemianopsia bitemporal é sentida quando os lados externos dos olhos apresentam perda de visão repentina.
Isso ocorre quando a lesão cerebral está localizada onde os nervos ópticos se cruzam.
3 – Oftalmoplegia dolorosa aguda
A oftalmoplegia internuclear é o comprometimento dos movimentos horizontais dos olhos causado por lesão em certas conexões entre os centros nervosos no tronco cerebral, parte inferior do cérebro.
Pode ser unilateral ou bilateral.
Os primeiros sintomas incluem sensibilidade nos seios da face, dores de cabeça e rinorreia sangrenta ou purulenta.
4 – Anisocoria dolorosa aguda
A anisocoria é uma condição em que uma das pupilas fica maior do que a outra, mesmo quando existe o mesmo estímulo em ambas.
Quando a anisocoria ocorre, costuma apresentar sintomas como dores de cabeça, febre, desmaios, baixa da visão e outros.
Vale lembrar que esta lista traz apenas alguns exemplos das doenças que podem acometer os olhos e suas estruturas.
Por isso, em qualquer suspeita de alteração visual, o oftalmologista deve encaminhar seus pacientes ao neuro-oftalmologista para que ele possa diagnosticar e tratar o quanto antes a patologia.
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Oftalmoscópio Direto e o Indireto: entenda as diferenças!

A terapia antiangiogênica é um procedimento cada vez mais utilizado no tratamento de doenças que afetam a retina.
Essa técnica surgiu nos anos 2000 e trata-se da aplicação de fármacos que diminuem a proliferação e a permeabilidade de vasos sanguíneos no interior dos olhos. Isto é, esse tratamento interrompe o crescimento de vasos anormais para dentro da retina.
Vamos conhecer um pouco sobre a terapia antiangiogênica? Continue lendo!
Leia também: Problemas nos olhos? Conheça os principais exames para avaliar a saúde de sua retina.
Como funciona?
O procedimento é simples e rápido, porém necessita de cuidado, pois é invasivo.
A aplicação é realizada com anestesia local, por meio de colírio ou anestésico injetado sob a conjuntiva, e raramente causa dor.
Além disso, o uso de um colírio com iodopovidona diminui consideravelmente o risco de endoftalmite, como é denominada a infecção no interior do olho.
O número de aplicações pode variar de acordo com a doença ocular e a resposta do paciente ao tratamento.
Geralmente, inicia-se o tratamento com 3 aplicações no olho afetado, em intervalos mensais. Depois, realiza-se nova avaliação no consultório, com exames complementares, para observar a necessidade de novas aplicações ou de acompanhamento periódico.
Doenças tratadas pela terapia
Muitas doenças são beneficiadas com o tratamento por meio da injeção intravítrea de antiangiogênico.
Listamos algumas que fazem parte do dia a dia dos brasileiros. Veja:
Degeneração macular relacionada à idade
Conhecida também como degeneração macular relacionada à idade, ou DMRI, essa doença ocorre quando a mácula, uma pequena área da retina responsável pela visão dos detalhes, acaba se degenerando graças à idade.
Nesta doença, são formados neovasos abaixo da retina, causando embaçamento visual e manchas pretas no centro da visão.
Retinopatia diabética
Uma das principais causadoras de cegueira em diabéticos, a retinopatia diabética consiste em alterações nos vasos sanguíneos da retina.
As anormalidades podem fazer com que os vasos se rompam, liberando sangue ou fluidos na cavidade vítrea e na região macular, causando graves problemas e até mesmo a perda total da visão.
Edema macular diabético
O edema macular diabético é uma complicação da doença citada acima.
Se o diabetes não for tratado, há possibilidade de a retinopatia evoluir para um edema. No início, não apresenta sintomas, mas é preciso ficar atento a imagens distorcidas, imagens borradas e dificuldade em enxergar cores.
Pós-terapia
O paciente é liberado depois do procedimento, com a recomendação de contatar imediatamente o seu oftalmologista caso tenha dor, diminuição da visão ou secreção ocular nos dias seguintes.
Se for o caso, o uso de antibióticos tópicos oculares é controverso. Como eles podem alterar a flora conjuntival e promover resistência bacteriana, a recomendação é não os utilizar.
Vantagens do procedimento
A retina é a parte mais isolada e de difícil acesso para medicamentos, devido à sua posição dentro do globo ocular.
Por isso, a principal vantagem deste tipo de procedimento é a eficácia da injeção para adentrar a cavidade intraocular.
Além disso, a recuperação é rápida, não é necessária internação e é rara a ocorrência de complicações.
A terapia antiangiogênica só pode ser aplicada por um retinólogo. Procure sempre um médico oftalmologista para realizar exames de rotina!
Eyetec – uma empresa 100% nacional!
A Eyetec conta com uma linha completa de equipamentos para diagnóstico.
Estamos presentes na maioria das clínicas oftalmológicas, hospitais e instituições de ensino. Temos parcerias com os oftalmologistas mais renomados do mercado, colaborando com feedbacks e análises sobre nossos produtos.
Acesse nosso site e saiba mais: https://www.eyetec.com.br.
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Terapia Antiangiogênica: Você conhece esse tratamento?

A terapia antiangiogênica é um procedimento cada vez mais utilizado no tratamento de doenças que afetam a retina.
Essa técnica surgiu nos anos 2000 e trata-se da aplicação de fármacos que diminuem a proliferação e a permeabilidade de vasos sanguíneos no interior dos olhos. Isto é, esse tratamento interrompe o crescimento de vasos anormais para dentro da retina.
Vamos conhecer um pouco sobre a terapia antiangiogênica? Continue lendo!
Leia também: Problemas nos olhos? Conheça os principais exames para avaliar a saúde de sua retina.
Como funciona?
O procedimento é simples e rápido, porém necessita de cuidado, pois é invasivo.
A aplicação é realizada com anestesia local, por meio de colírio ou anestésico injetado sob a conjuntiva, e raramente causa dor.
Além disso, o uso de um colírio com iodopovidona diminui consideravelmente o risco de endoftalmite, como é denominada a infecção no interior do olho.
O número de aplicações pode variar de acordo com a doença ocular e a resposta do paciente ao tratamento.
Geralmente, inicia-se o tratamento com 3 aplicações no olho afetado, em intervalos mensais. Depois, realiza-se nova avaliação no consultório, com exames complementares, para observar a necessidade de novas aplicações ou de acompanhamento periódico.
Doenças tratadas pela terapia
Muitas doenças são beneficiadas com o tratamento por meio da injeção intravítrea de antiangiogênico.
Listamos algumas que fazem parte do dia a dia dos brasileiros. Veja:
Degeneração macular relacionada à idade
Conhecida também como degeneração macular relacionada à idade, ou DMRI, essa doença ocorre quando a mácula, uma pequena área da retina responsável pela visão dos detalhes, acaba se degenerando graças à idade.
Nesta doença, são formados neovasos abaixo da retina, causando embaçamento visual e manchas pretas no centro da visão.
Retinopatia diabética
Uma das principais causadoras de cegueira em diabéticos, a retinopatia diabética consiste em alterações nos vasos sanguíneos da retina.
As anormalidades podem fazer com que os vasos se rompam, liberando sangue ou fluidos na cavidade vítrea e na região macular, causando graves problemas e até mesmo a perda total da visão.
Edema macular diabético
O edema macular diabético é uma complicação da doença citada acima.
Se o diabetes não for tratado, há possibilidade de a retinopatia evoluir para um edema. No início, não apresenta sintomas, mas é preciso ficar atento a imagens distorcidas, imagens borradas e dificuldade em enxergar cores.
Pós-terapia
O paciente é liberado depois do procedimento, com a recomendação de contatar imediatamente o seu oftalmologista caso tenha dor, diminuição da visão ou secreção ocular nos dias seguintes.
Se for o caso, o uso de antibióticos tópicos oculares é controverso. Como eles podem alterar a flora conjuntival e promover resistência bacteriana, a recomendação é não os utilizar.
Vantagens do procedimento
A retina é a parte mais isolada e de difícil acesso para medicamentos, devido à sua posição dentro do globo ocular.
Por isso, a principal vantagem deste tipo de procedimento é a eficácia da injeção para adentrar a cavidade intraocular.
Além disso, a recuperação é rápida, não é necessária internação e é rara a ocorrência de complicações.
A terapia antiangiogênica só pode ser aplicada por um retinólogo. Procure sempre um médico oftalmologista para realizar exames de rotina!
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Como as Doenças Reumáticas podem afetar os olhos?

As doenças reumáticas, geralmente conhecidas como reumatismo, são um grupo de patologias que afetam o sistema locomotor, ou seja, as articulações, os ossos, os músculos, os tendões e os ligamentos.
Porém, algumas doenças reumáticas também comprometem outros sistemas, como o cardiovascular, o renal, o respiratório, a pele e, até mesmo, a visão.
Existem mais de 100 doenças reumatológicas descritas. Por isso, a finalidade deste post é informar como esse grupo de doenças pode afetar a visão e, principalmente, alertar sobre os seus sintomas. Afinal, conhecer os sinais é fundamental para evitar sérias consequências para a saúde ocular. Confira!
Leia também: Tudo o que você precisa saber sobre as principais doenças oculares.
Quais as doenças reumatológicas que afetam a visão?
Algumas doenças reumatológicas que podem ter manifestações oculares são:
1 – Artrite reumatoide, psoriática e juvenil
A artrite, que é a inflamação das articulações, também pode afetar os olhos causando alterações como conjuntivite, esclerite e uveíte.
Além da própria doença ter implicações oculares, os remédios como hidroxicloroquina e cloroquina podem ter efeitos colaterais que se manifestam nos olhos. Por isso, é necessário que a pessoa que tem artrite faça o exame de fundo de olho a cada seis meses.
2 – Lúpus eritematoso
As pessoas com lúpus já possuem maior risco de ter a síndrome do olho seco, que se manifesta através de sintomas como ardência e dor nos olhos, coceira, sensação de areia nos olhos e ressecamento ocular.
Porém, os medicamentos corticoides utilizados no tratamento dessa doença podem ter efeitos colaterais nos olhos, podendo causar catarata e glaucoma.
3 – Síndrome de Sjögren
É uma doença em que o próprio corpo ataca as células que produzem saliva e lágrimas, deixando a boca e os olhos muito ressecados. Sendo comum a síndrome do olho seco, aumenta o risco de conjuntivite crônica.
A pessoa apresenta os olhos sempre secos, avermelhados, tem sensibilidade à luz e a sensação de areia nos olhos pode ser frequente.
4 – Espondilite anquilosante
Esta é uma doença em que existe inflamação nos tecidos, inclusive nos olhos, causando uveíte, geralmente em apenas um olho.
O olho pode ficar vermelho e inchado e, se a doença perdurar por meses, o outro olho também pode ser afetado, havendo maior risco de complicações na córnea e catarata.
5 – Síndrome de Behçet
Muito rara no Brasil, a Síndrome de Behçet é caracterizada pela inflamação nos vasos sanguíneos, geralmente diagnosticada na adolescência, mas que pode afetar gravemente os olhos, causando uveíte com pus nos dois olhos e inflamação no nervo óptico.
O tratamento pode ser feito com imunossupressores como azatioprina, ciclosporina A e ciclofosfamida para controlar os sintomas.
6 – Polimialgia reumática
A polimialgia reumática é caracterizada pela dor nos ombros, costas e dificuldade de movimentar-se devido à rigidez no quadril e na articulação dos ombros, sendo comum dor em todo o corpo.
Quando há envolvimento das artérias oculares, pode ocorrer visão turva, visão dupla e até mesmo cegueira, que pode afetar somente um ou os dois olhos.
7 – Síndrome de Reiter
É um tipo de artrite que causa dor e inflamação nas articulações, mas que também pode causar inflamação na parte branca dos olhos e nas pálpebras, levando ao surgimento de conjuntivite ou uveíte, por exemplo.
Apesar de ser mais comum a pessoa descobrir a doença reumática primeiro, é possível que o comprometimento ocular possa indicar a presença de doenças reumáticas.
Mas, para chegar a este diagnóstico, é preciso realizar uma série de exames, como, por exemplo, raio-x das articulações, ressonância magnética e teste genético para identificar o fator reumatoide.
Como tratar as complicações oculares causadas pelo reumatismo?
O tratamento para as doenças oculares que estão diretamente relacionadas às doenças reumatológicas deve ser orientado pelo oftalmologista e pelo reumatologista, pois podem incluir o uso de remédios, colírios e pomadas para aplicar nos olhos.
Quando essas doenças ocorrem devido ao efeito colateral de medicamentos, o médico poderá indicar que este seja trocado por outro para melhorar a qualidade da visão da pessoa. Mas, geralmente, só é preciso tratar a doença reumatológica para que haja melhora dos sintomas oculares.
Dessa forma, se houver desconforto nos olhos ou alguma dificuldade para enxergar, deve-se procurar o médico oftalmologista urgente, principalmente se o paciente já souber que é portador de doença reumática.
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A Eyetec é pioneira no Brasil no desenvolvimento de produtos oftalmológicos!
Conseguimos competir em igualdade com empresas multinacionais, conquistando cada vez mais posição de destaque e reconhecimento entre os oftalmologistas, desde o lançamento do primeiro produto.
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Para maiores informações, acesse nosso site.
E então, entendeu como as doenças reumáticas podem acometer a visão? Continue acompanhando nosso blog para mais conteúdos exclusivos e até a próxima! 😊
Entenda o que é e como funciona a Cirurgia Refrativa

O que é cirurgia refrativa?
A cirurgia refrativa é um procedimento cirúrgico para corrigir erros de refração, como miopia, hipermetropia e astigmatismo.
A refração representa o fenômeno que ocorre quando um feixe de luz vindo de um ambiente externo penetra no globo ocular e forma a imagem.
Logo, o erro de refração acontece quando o feixe é desviado e chega desfocado na retina, provocando a falta de nitidez da visão.
Selecionamos informações relevantes sobre a cirurgia refrativa, o que é, as suas funções e como funciona. Continue lendo e saiba mais!
Leia também: “Problemas nos olhos? Conheça os principais exames para avaliar a saúde de sua retina.”
Como é feita a cirurgia refrativa?
A cirurgia é simples e rápida, com duração média de 20 minutos, por isso não requer internação.
O procedimento é realizado com um equipamento que utiliza uma luz ultravioleta com o objetivo de remodelar suavemente a superfície da córnea. Assim, sua curvatura é alterada para que os erros de refração sejam corrigidos.
Antes da operação, é necessário passar por uma consulta com o oftalmologista para avaliação pré-operatória, por meio de um exame oftalmológico completo.
Essa avaliação tem como objetivo analisar as necessidades específicas e condições oculares. São verificados pontos como:
Acuidade visual;
Espessura e formato da córnea;
Presença de doença ocular;
Pressão ocular.
Essas informações são analisadas de forma precisa e servem para determinar se o paciente apresenta condições favoráveis ao procedimento, bem como para direcioná-lo.
A avaliação é fundamental, pois garante o sucesso da cirurgia e os resultados esperados.
Quais são as técnicas mais utilizadas?
Após a avaliação pré-operatória, com base em exames oftalmológicos, é feita uma análise das condições oculares para definir se o paciente está apto a se submeter à cirurgia.
Além disso, é estabelecida a melhor técnica para cada caso, visando o melhor resultado.
Há diversas técnicas para realizar a cirurgia refrativa. Veja como os procedimentos são efetuados em cada uma delas:
Lasik (Laser Assisted In Situ Keratomileusis)
Com essa técnica, é criado um flap, um fino corte no epitélio, para a aplicação do laser na sua camada mais interna. Ao final da cirurgia, o flap é reposicionado.
Intralase
Esse método é semelhante ao Lasik, porém não utiliza uma lâmina para a criação do flap corneano. Então, é considerado mais seguro e menos invasivo.
Cirurgia refrativa customizada
A cirurgia refrativa personalizada é um tratamento que faz um exame de última geração para avaliar não só a córnea, mas também a câmara anterior do olho, a íris e o cristalino.
Essa nova tecnologia para cirurgias refrativas foi criada com base no sistema de comprimento de ondas, conhecido como Wave-Front.
O procedimento customizado proporciona um tratamento personalizado e mais preciso para cada olho.
Procure uma clínica especializada!
Seja qual for o seu distúrbio de refração, é preciso consultar um especialista para entender as suas particularidades e indicar o tratamento que melhor se encaixa.
Procure sempre oftalmologistas de confiança para quaisquer desses procedimentos.
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A Eyetec é uma empresa brasileira, com capital 100% nacional, idealizada dentro da Universidade de São Paulo (USP) por engenheiros, técnicos e pesquisadores.
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Em nosso site, você pode conferir mais sobre os nossos produtos.
Entendeu como a cirurgia refrativa não é complexa? Agora você já sabe o que é e como ela funciona!
Gostou desse texto? Continue acompanhando nosso blog para mais artigos e novidades.
Até a próxima!
Tudo o que você precisa saber sobre Lentes de Contato Esclerais

As lentes de contato esclerais são conhecidas por serem próprias para tratamentos de algumas doenças oculares, como ceratocone, miopia em graus elevados e Síndrome do Olho Seco.
Neste artigo, explicaremos o que são lentes de contato esclerais, como elas melhoram a visão e quais são suas indicações. Confira!
O que são lentes de contato esclerais?
As lentes esclerais são lentes de contato rígidas especiais que são maiores em diâmetro e preenchidas com soro fisiológico, o que faz com que ofereçam maior conforto e adaptação individual.
Diferentemente das lentes de contato rígidas “comuns”, elas são apoiadas sobre a esclera, que corresponde à parte branca do olho, que é muito menos sensível que a córnea.
As lentes esclerais são fabricadas com um material rígido, para não permitir que as irregularidades da córnea influenciem na qualidade óptica da lente.
Além disso, possuem alta permeabilidade, o que significa que o oxigênio consegue chegar até a córnea sem problemas, mantendo-a o mais saudável possível durante o uso diário e prolongado.
Outra vantagem das lentes esclerais é que elas são fabricadas individualmente, de forma customizada, levando em consideração as características próprias dos olhos de cada pessoa, já que cada córnea é única, como uma impressão digital.
Assim, elas se adaptam perfeitamente a cada olho, independente das condições da córnea.
Indicações
As lentes de contato esclerais são muito recomendadas para correção de problemas de refração em graus altos, como miopia e astigmatismo, por exemplo, e para pessoas que não se adaptaram às lentes rígidas e/ou gelatinosas tradicionais.
Nessas condições, as lentes de contato esclerais são indicadas em casos de ceratocone, ectasias corneanas, degeneração marginal pelúcida, ectasia pós-cirurgia refrativa e ceratoglobo, Síndrome do Olho Seco, pós-trauma corneano, pós-transplante de córnea, degeneração de Salzmann e outros tipos de irregularidades corneanas.
Além disso, as lentes esclerais são indicadas para atletas de esportes ao ar livre que necessitam de correção da visão, pois oferecem mais conforto e estabilidade.
Adaptação das lentes de contato esclerais
Conforme a Resolução CFM nº 1.965/11, a indicação, adaptação e acompanhamento do uso das lentes de contato são atos exclusivamente médicos.
Sendo assim, o processo de adaptação das lentes de contato esclerais deve ser realizado junto ao oftalmologista, para garantir o correto uso das lentes.
Através do exame de topografia de córnea, o oftalmologista avaliará o problema de visão e curvatura, e fará uma entrevista para saber sobre os hábitos de vida, a frequência pretendida do uso das lentes e outras questões que o médico julgar relevantes.
Com essas informações, o oftalmologista fará testes de adaptação, como avaliação da superfície da córnea e medida da curvatura, refração inicial para determinar o grau das lentes, colocação das lentes de teste, nova refração com o uso das lentes de teste, avaliação da adaptação com aparelhos específicos e a realização de modificações na adaptação, conforme necessidade.
O médico também irá passar recomendações de manuseio, limpeza e cuidados em geral, além de agendar consultas periódicas para acompanhar a adaptação.
De forma geral, as lentes de contato esclerais têm uma adaptação mais fácil do que as lentes gelatinosas e rígidas, já que possuem maior diâmetro e são apoiadas na esclera, fazendo com que o usuário não perceba o movimento das lentes.
Cuidados para quem usa ou vai iniciar a adaptação de lentes esclerais
Para aqueles que usam, estão iniciando ou irão iniciar a adaptação de lentes esclerais, é importante estar atento para algumas questões:
Utilize somente solução salina sem conservantes indicada pelo seu oftalmologista. Se for soro fisiológico, lembre-se de armazenar na geladeira e descartar antes de completar 7 dias depois de aberto.
A limpeza adequada das mãos antes de manipular suas lentes é muito importante para evitar a contaminação do soro ou mesmo da superfície da lente ao manipular a mesma.
A limpeza da lente deve ser feita de maneira “mecânica”, inicialmente com o dedo indicador ou mínimo de uma mão contra a palma da outra mão, fazendo movimento circular de fricção.
Antes de colocar a lente, preencha-a com o soro até próximo de sua borda e, após colocá-la, observe no espelho se não criou bolha na lente. A bolha pode comprometer a visão ao longo do dia e pode inclusive causar desconforto e olho vermelho.
Após as primeiras horas de uso, observe para ver se não há sinais de vermelhidão lateral, especialmente na porção branca dos olhos.
Ao longo do uso, observe se a visão não está deteriorando e perdendo a clareza, como uma visão mais embaçada ou com menos contraste.
Dor, olhos vermelhos, sensação de pálpebras quentes, visão túrgida, “arco-íris” e/ou embaçada não são normais e devem ser relatadas ao especialista.
Observe após retirar a lente se não ficou uma marca da lente na porção branca dos olhos. Neste caso, as lentes devem ser modificadas ou substituídas por lentes que pousem suavemente sobre a esclera sem causar pressão em ponto específico, como na região da borda.
Vale ressaltar que é fundamental fazer exames de acompanhamento da adaptação e de rotina regularmente. Nunca deixe para ir ao seu oftalmologista apenas quando tiver problemas evidentes.
Os exames de controle da adaptação são tão importantes quanto o exame inicial e a colocação das lentes!
Topógrafo de Córnea Eyetec!
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Esperamos que estas dicas sejam úteis para quem está iniciando a adaptação de lentes esclerais!
Continue acompanhando nosso blog para mais novidades, até a próxima!
O uso de lentes de contato para o controle de doenças na córnea

O uso de lentes de contato é uma forma eficiente para oferecer qualidade visual aos pacientes, mas para isso é preciso que tenha acompanhamento de um especialista.
As lentes de contato também são utilizadas para o tratamento de algumas doenças que afetam a córnea, por exemplo, o ceratocone.
O ceratocone é uma doença causada pelo afinamento da córnea, que assume um formato de cone.
À medida que a córnea se afina, o paciente percebe uma baixa acuidade visual, que pode ser de moderada a severa, dependendo da quantidade de tecido corneano afetado.
Os pacientes que têm ceratocone precisam tomar alguns cuidados:
Manter consultas regulares ao oftalmologista para ajustar as lentes de contato;
Evitar coçar os olhos;
Aplicar compressas frias em crise de coceira ou sensação de areia nos olhos;
Usar colírio com corticoide sob prescrição médica para evitar risco de glaucoma;
Interromper o uso de antialérgico caso use lentes e sinta os olhos ressecados;
Fazer o polimento semestral das lentes com o oftalmologista para eliminar resíduos que possam deformar a superfície;
Usar óculos escuros com proteção ultravioleta em locais ensolarados.
É uma doença rara e de caráter hereditário. Sua evolução é lenta e se manifesta mais entre os 10 e 25 anos, podendo progredir até aproximadamente os 40 anos ou estabilizar-se com o tempo.
Você pode ler mais sobre as doenças que podem afetar a córnea em: “Ectasias da córnea”.
Como as lentes de contato podem ajudar no tratamento do ceratocone?
O tratamento do ceratocone tem ganhado muito destaque nos últimos anos e pode envolver diversas medidas, que vão de colírios especializados às cirurgias corretivas.
Em muitos casos, o uso de lentes de contato especiais ajuda a amenizar a deformação da córnea e restabelece a visão normal do paciente.
Novas lentes de contato, com materiais e curvaturas com mais tecnologia e sofisticação, permitem aos portadores de ceratocone maior qualidade da visão.
Qualquer que seja o método de tratamento do ceratocone, o objetivo é a estabilidade e a melhora na visão.
Se na fase inicial do ceratocone os óculos não forem capazes de melhorar a visão, é possível o uso de lentes de contato.
Lente escleral
Existem vários tipos de lentes de contato. A mais recente é a lente escleral, que tem potencial de oferecer conforto visual aos pacientes que possuem ceratocone.
Devido ao seu material, a lente escleral oferece maior adaptabilidade para o paciente, oferecendo maiores chances de sucesso no tratamento.
Essa lente tem maior diâmetro e se acomoda na parte branca dos olhos, e não na córnea.
As lentes de contato escleral podem ser uma opção bem eficiente para casos graves de ceratocone, pois sua modelação tem como objetivo corrigir até as deformações mais importantes da córnea.
Em casos em que as lentes convencionais não tiveram os resultados esperados, as lentes de contato escleral podem oferecer excelentes resultados, evitando procedimentos mais invasivos e perigosos.
A adaptação das lentes de contato no tratamento do ceratocone já é percebida nas primeiras horas de uso, mas é preciso estar atento e acompanhar se a esclera altera sua cor ou se a visão fica embaçada, para evitar uma possível hipóxia da córnea.
É importante se atentar à higiene e ao correto posicionamento das lentes de contato escleral.
As lentes de contato só devem ser utilizadas para o tratamento do ceratocone com a recomendação de um oftalmologista.
Eyetec pioneira no Brasil no desenvolvimento de equipamentos oftálmicos!
A Eyetec é uma empresa brasileira, com capital 100% nacional, idealizada dentro da Universidade de São Paulo (USP) por engenheiros, técnicos e pesquisadores. Somos pioneiras no desenvolvimento de equipamentos oftálmicos!
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Terapia Antiangiogênica: Você conhece esse tratamento?

A terapia antiangiogênica é um procedimento cada vez mais utilizado no tratamento de doenças que afetam a retina.
Essa técnica surgiu nos anos 2000 e trata-se da aplicação de fármacos que diminuem a proliferação e a permeabilidade de vasos sanguíneos no interior dos olhos. Isto é, esse tratamento interrompe o crescimento de vasos anormais para dentro da retina.
Vamos conhecer um pouco sobre a terapia antiangiogênica? Continue lendo!
Leia também: Problemas nos olhos? Conheça os principais exames para avaliar a saúde de sua retina.
Como funciona?
O procedimento é simples e rápido, porém necessita de cuidado, pois é invasivo.
A aplicação é realizada com anestesia local, por meio de colírio ou anestésico injetado sob a conjuntiva, e raramente causa dor.
Além disso, o uso de um colírio com iodopovidona diminui consideravelmente o risco de endoftalmite, como é denominada a infecção no interior do olho.
O número de aplicações pode variar de acordo com a doença ocular e a resposta do paciente ao tratamento.
Geralmente, inicia-se o tratamento com 3 aplicações no olho afetado, em intervalos mensais. Depois, realiza-se nova avaliação no consultório, com exames complementares, para observar a necessidade de novas aplicações ou de acompanhamento periódico.
Doenças tratadas pela terapia
Muitas doenças são beneficiadas com o tratamento por meio da injeção intravítrea de antiangiogênico.
Listamos algumas que fazem parte do dia a dia dos brasileiros. Veja:
Degeneração macular relacionada à idade
Conhecida também como degeneração macular relacionada à idade, ou DMRI, essa doença ocorre quando a mácula, uma pequena área da retina responsável pela visão dos detalhes, acaba se degenerando com a idade.
Nesta doença, são formados neovasos abaixo da retina, causando embaçamento visual e manchas pretas no centro da visão.
Retinopatia diabética
Uma das principais causadoras de cegueira em diabéticos, a retinopatia diabética consiste em alterações nos vasos sanguíneos da retina.
As anormalidades podem fazer com que os vasos se rompam, liberando sangue ou fluidos na cavidade vítrea e na região macular, causando graves problemas e até mesmo a perda total da visão.
Edema macular diabético
O edema macular diabético é uma complicação da doença citada acima.
Se o diabetes não for tratado, há possibilidade de a retinopatia evoluir para um edema. No início, não apresenta sintomas, mas é preciso ficar atento a imagens distorcidas, imagens borradas e dificuldade em enxergar cores.
Pós-terapia
O paciente é liberado depois do procedimento, com a recomendação de contatar imediatamente o seu oftalmologista caso tenha dor, diminuição da visão ou secreção ocular nos dias seguintes.
Se for o caso, o uso de antibióticos tópicos oculares é controverso. Como eles podem alterar a flora conjuntival e promover resistência bacteriana, a recomendação é não os utilizar.
Vantagens do procedimento
A retina é a parte mais isolada e de difícil acesso para medicamentos, devido à sua posição dentro do globo ocular.
Por isso, a principal vantagem deste tipo de procedimento é a eficácia da injeção para adentrar a cavidade intraocular.
Além disso, a recuperação é rápida, não é necessária internação e é rara a ocorrência de complicações.
A terapia antiangiogênica só pode ser aplicada por um retinólogo. Procure sempre um médico oftalmologista para realizar exames de rotina!
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