Entenda o uso da telemedicina na área da oftalmologia!

A telemedicina já é uma realidade no Brasil, sendo uma solução para consultas oftalmológicas aos pacientes que moram em locais afastados dos centros urbanos, já que ela permite o exercício da medicina à distância.

Neste texto vamos explicar o conceito de telemedicina e os benefícios que ela proporciona aos pacientes e clínicas oftalmológicas. Confira!

O conceito da telemedicina

A telemedicina é uma forma de atendimento médico muito efetiva, que gera um diagnóstico e tomada de condutas baseada em informações colhidas com o paciente através de sistemas de telecomunicação e avaliação de exames complementares.

Um ponto importante é que ela coloca o paciente ainda mais participativo na atenção médica, pois ele deve entender as vantagens e desvantagens desta modalidade de atendimento, e ficar ainda mais atento aos sintomas e tratamentos realizados. Por isso, o paciente fica ainda mais proativo no cuidado com sua própria saúde.

Diversas formas de autoexame estão em constante avaliação e podem ter indicação de serem aplicados a algumas doenças, como degeneração macular, membrana epirretiniana e retinopatia diabética com edema macular.

Além disso, aplicativos de celular e sites estão trazendo cada vez mais maneiras de acompanhamento das doenças e, assim, o médico consegue acessar esses dados e avaliar mudanças de conduta que sejam necessárias.

As aplicações da telemedicina em oftalmologia

A telemedicina pode acontecer de diversas maneiras, inclusive na troca de informações entre médicos.

No primeiro caso, a transmissão de dados sobre o paciente pode ser recebida em tempo real e contar com o auxílio de um profissional da saúde ou outra pessoa qualificada para enviar e receber as informações.

Já a interação entre dois médicos ocorre com a presença física de um oftalmologista junto ao paciente, que transmite informações eletrônicas a um médico especialista, como um retinólogo que se encontra em outro local, para que ele emita uma opinião de acordo com a qualidade e quantidade de dados recebidos.

Veja algumas modalidades de realização da telemedicina
1 – Teleorientação

Médicos interagem com o paciente através de uma anamnese convencional e realizam orientação de condutas à distância, incluindo a prescrição de medicamentos e solicitação de exames complementares.

2 – Telemonitoramento

O médico faz a avaliação de exames e o acompanhamento do tratamento instituído em uma consulta presencial.

Nesta modalidade, o paciente já foi em uma consulta presencial com o médico, que fez o diagnóstico e prescreveu o tratamento. Numa outra oportunidade, o paciente e seus exames são reavaliados de maneira remota.

3 – Teleinterconsulta

É realizada quando dois médicos interagem entre si e um envia informações sobre o paciente para um segundo, geralmente um especialista no assunto.

Podemos citar como exemplo um oftalmologista que é o médico assistente do paciente entra em contato com um especialista em retina para que este participe da avaliação do paciente com solicitação e avaliação de exames e formulação do diagnóstico.

Caso seja necessário, o paciente é encaminhado para avaliação presencial com o especialista.

4 – Telediagnóstico

Já regulamentada de longa data, é a emissão de laudos à distância com o médico avaliando as imagens de um exame.

Muito usada quando técnicos treinados fazem a captura das imagens juntamente com o paciente, e médicos especialistas emitem o laudo em outro local.

5 – Inteligência artificial

É a utilização de softwares para realizar diagnósticos, substituindo o trabalho manual do homem.

Dentro da oftalmologia, a inteligência artificial tem sido muito estudada principalmente em doenças da retina, como retinopatia diabética.

Através da imagem do fundo de olho de um paciente, o computador identifica sinais da doença e sugere o encaminhamento do paciente para uma avaliação com o especialista em retina.

Benefícios da telemedicina para a oftalmologia

A telemedicina beneficia não só os pacientes como também os gestores e profissionais da área de oftalmologia.

As principais vantagens que o atendimento remoto proporciona são:

Armazenamento na nuvem;
Aumento da produtividade;
Exame realizado por um especialista;
Redução de custos.

Como vimos, o avanço da tecnologia permite grandes inovações no atendimento oftalmológico, um deles se refere à implantação da telemedicina.

Vale lembrar que os profissionais devem priorizar a segurança das informações e privacidade dos pacientes!

Gostou deste artigo? Acompanhe nosso blog para mais conteúdos sobre esse e outros assuntos que envolvem o universo da oftalmologia.

Até a próxima!

Certificação Digital: O que é e por que o médico precisa ter a sua?

A certificação digital é uma estratégia de segurança eletrônica para uma empresa, já que é responsável por confirmar sua identidade e mediar o acesso às informações.

Apesar de ser um recurso muito utilizado, ainda é pouco explorado em hospitais e, menos ainda, em clínicas e consultórios. Apenas 11% dos médicos brasileiros sabem o que é Certificação Digital e suas funcionalidades.

Então, leia este artigo até o final, entenda o que é o Certificado Digital e conheça as suas principais funcionalidades. Acompanhe!

O que é um certificado digital?

Na prática, um certificado digital equivale a uma carteira de identidade virtual que possibilita emitir documentos e notas fiscais eletrônicas.

Ele permite ainda que empresas, pessoas e entidades realizem operações na internet.

Nele você encontra:

Nome do titular;
Identidade civil;
Nome e assinatura da Autoridade Certificadora que o emitiu.

Com um certificado, você protege suas informações no mundo digital, oferecendo segurança, autenticidade, confidencialidade e integridade.

Uma carteira de identidade que garante a proteção contra terceiros das partes envolvidas.

Para que serve?

As aplicações do Certificado Digital são inúmeras. As principais são:

Contratos;
Laudos;
Petições;
Procurações;
Notas fiscais;
Recibos;
Promissórias;
Transações bancárias;
Acessar funcionalidades da Receita Federal.

Perceba que a principal funcionalidade do Certificado Digital é a garantia da veracidade e da segurança de atividades eletrônicas. Por isso, a certificação é uma tendência no mercado!

Por que devo fazer um certificado digital?

Hoje, com o avanço da tecnologia, muitas clínicas oftalmológicas já fazem uso de processos digitais para cuidar, certificar e transmitir prontuários eletrônicos.

E também são usados para cuidar dos aspectos administrativos, como, por exemplo, declaração de imposto de renda. Todos esses processos, e muitos outros mais, são agilizados com uma certificação digital.

Afinal, o Certificado Digital traz maior segurança para as rotinas jurídicas e contábeis da empresa, bem como reduz custos e investimento de tempo.

Assim, você pode dedicar mais tempo para seus pacientes, humanizando seu atendimento.

Como obtenho o meu certificado?

Vamos lá! Para obter o seu certificado você precisa:

Escolha uma Autoridade Certificadora da ICP-Brasil;
Solicite a emissão de certificado digital à autoridade escolhida. A AC também pode informar sobre aplicações, custos, formas de pagamento, equipamentos, documentos necessários e demais exigências;
Após ter solicitado, é preciso ir pessoalmente a uma Autoridade de Registro com os documentos necessários para validação presencial das informações passadas;
Com essas etapas cumpridas, você pode configurar seu token ou smartcard com certificado digital.
Quais são os tipos de certificado?

Hoje há dois tipos de certificados. Escolha de acordo com suas necessidades:

e-CPF: um CPF virtual, que pode ser usado para entrega de declarações e outros documentos digitais. Exige assinatura digital;
e-CNPJ: serve para emitir notas fiscais eletrônicas, transmitir escrituração fiscal digital e outras obrigatoriedades.

A Certificação Digital é mais uma dentre tantas outras facilidades que a tecnologia agregou à medicina e ao dia a dia do oftalmologista.

Pesquise sempre as melhores formas de oferecer o melhor atendimento possível, facilitando o seu trabalho!

Continue acompanhando o Blog da Eyetec para mais novidades e informações sobre oftalmologia. Tchau!

Inclusão Social: tecnologia assistiva e inovações para pessoas com deficiência visual

Dia 21 de setembro é celebrado o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência no Brasil.

Esta data foi criada com o objetivo de conscientizar sobre a importância do desenvolvimento de meios de inclusão das pessoas com deficiência na sociedade.

O preconceito e a inacessibilidade pública também são dois pontos centrais a serem debatidos durante esta data, e que são responsáveis por dificultar a vida dessas pessoas.

Pensando nisso, elaboramos este post para você conhecer recursos e serviços que proporcionam ou ampliam habilidades funcionais de pessoas com deficiência visual. E, dessa maneira, contribuir bastante para a inclusão social desse segmento, promovendo uma vida mais independente e com mais qualidade!

O que é tecnologia assistiva?

Tecnologias assistivas ou ajudas técnicas são produtos, equipamentos, dispositivos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivem promover a funcionalidade relacionada à atividade e à participação da pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida, visando à sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social.

Para a pessoa com deficiência visual, dentro do panorama de recursos existentes, destacam-se os equipamentos eletrônicos e de informática com contínuo desenvolvimento tecnológico e que proporcionam recursos para a promoção do desempenho na realização de tarefas.

A pessoa com baixa visão dispõe de recursos eletrônicos e de informática que podem oferecer ampliações maiores e substituição da visão por meio de interfaces sonoras e táteis. Assim, auxiliam a pessoa com deficiência visual profunda e cegueira quanto ao acesso à informação.

Ampliação eletrônica da imagem

O principal auxílio eletrônico para ampliação da imagem é conhecido como CCTV, circuito fechado de televisão, ou auxílios de videoampliação, também chamados de SVA ou videomagnificação.

Podem ser modelos de mesa, portáteis e montados em armações.

Informática

Soluções de acessibilidade estão presentes em praticamente todas as plataformas e aparelhos que dependem da tecnologia da informática, desde computadores pessoais e dispositivos móveis até eletrodomésticos.

Os recursos de informática para pessoas com deficiência visual funcionam mediante interfaces que representam a informação através de diversos sentidos: visuais, sonoros, hápticos, tato, propriocepção ou uma combinação deles.

Inovações tecnológicas
A inteligência artificial já permite o reconhecimento de objetos, pessoas e ambientes em tempo real a partir do celular por meio de aplicativos como o Seeing AI®, da Microsoft, ou sistemas autônomos vestíveis como o OrCam My Eye 2®, da OrCam;
A realidade aumentada sobrepõe nas telas de celulares e outros dispositivos vestíveis imagens do mundo real e objetos virtuais, o que permite colocar dados suplementares sobre o mundo real ao alcance do usuário, inclusive das pessoas com deficiência visual;
A internet das coisas e as cidades inteligentes colocam computadores em objetos do mundo real, como televisores, eletrodomésticos e locais físicos na infraestrutura das cidades, todos ligados à internet. Ou seja, os computadores vão estar cada vez mais presentes nos objetos do nosso entorno.

A informática é fundamental para assegurar o acesso à informação de forma geral, à cultura, à comunicação, à educação, ao trabalho e ao lazer.

Dessa forma, é importante incentivar pessoas com deficiência visual a aprender a usar as tecnologias de informação e comunicação modernas para garantir sua independência, autonomia e inclusão plena na sociedade!

Benefícios da tecnologia assistiva

A aplicação das tecnologias assistivas para a realização de atividades traz uma série de vantagens, e a descomplicação das barreiras diárias pode ser sentida pelas pessoas que utilizam esses produtos em seu dia a dia.

Veja alguns exemplos:

Desempenho de tarefas cotidianas;
Mobilidade e funções manuais;
Comunicação;
Leitura;
Acessibilidade ao computador.

Como vimos, a tecnologia assistiva tem contribuído muito para que a pessoa com deficiência visual tenha cada vez mais autonomia e qualidade de vida.

Além de facilitar as atividades cotidianas, esses dispositivos acabam proporcionando o acesso aos recursos oferecidos pelo meio social e a apropriação das experiências da própria cultura, fundamentais nos processos de aprendizagem e desenvolvimento.

A tecnologia assistiva está em constante aprimoramento, passando sempre por inovações. E, além de ser um direito, a acessibilidade favorece as interações e o combate aos preconceitos!

Gostou do conteúdo? Aproveite e leia: Quais requisitos preciso cumprir para abrir uma clínica oftalmológica?

Continue acompanhando nosso blog para mais informações e conteúdos e até a próxima!

Primeiro transplante de córnea artificial bem-sucedido do mundo!

Para que haja mais facilidade no entendimento do transplante de córnea, é preciso entender o que é e qual a função da córnea, e as doenças que podem afetá-la.

A córnea é um tecido transparente e resistente, localizado na parte da frente do olho. Pode ser simplificadamente imaginada como se fosse o “vidro de um relógio”. Ela é responsável por focar, captar luz e proteger os olhos. Em sua estrutura não há vasos sanguíneos, mas existem diversas terminações nervosas.

Várias doenças oculares podem afetar a córnea, fazendo com que fique opaca ou causando irregularidades em sua forma ou superfície, como, por exemplo, a catarata e o ceratocone. Além disso, trauma no olho, queimaduras por substâncias químicas, entre outras condições também podem causar problemas na córnea.

Uma córnea saudável é aquela que não apresenta opacidade e que sua curvatura permite a formação de imagens nítidas.

Transplante de córnea

Infelizmente, o olho como um todo não pode ser transplantado, apenas alguns tecidos oculares, como a córnea, suas células-tronco e a esclera.

Durante o transplante, parte da córnea opacificada é retirada e trocada por uma parte saudável.

Não são todas as doenças oculares que se beneficiam do transplante de córnea, apenas aquelas que a afetam diretamente. Em geral, os transplantes de córnea podem recuperar a visão de mais de 90% dos casos.

Segundo o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier, a maior causa de transplante no Brasil é o ceratocone, uma doença degenerativa na córnea, que corresponde a 70% dos transplantes.

De acordo com uma matéria da Universo Visual, até 2019, anualmente surgem 1,5 milhão de novos casos de perda de visão por falta de transplante de córnea, que é o mais realizado mundialmente.

Esse número é devido à falta de doações de córnea, fazendo com que apenas 1 a cada 70 pessoas consiga realizar o procedimento. A fila de espera para a realização do procedimento depende do número de doações.

Um ato que pode mudar a vida de quem está aguardando esse transplante é a conscientização dos familiares em permitir a doação de órgãos.

Primeiro transplante de córnea artificial restaurou a visão de um idoso de 78 anos

Apesar de todas as dificuldades que estamos passando devido à crise da COVID-19, recentemente foi realizado e bem