IA como ferramenta para detectar doenças oculares nas crianças

É o que apontam pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade Jiao Tong, de Xangai
Entre outubro de 2022 a setembro do ano passado, pessoas com até 18 anos foram inscritas no Departamento de Oftalmologia do Nono Hospital Popular de Xangai, da Escola de Medicina da Universidade Jiao Tong, para participar de um estudo transversal que usou um modelo baseado em aprendizado profundo para a identificação precoce de miopia, estrabismo e ptose usando 1419 fotografias faciais de 476 indivíduos.
Foram excluídas da pesquisa as pessoas que apresentavam condições oculares que pudessem afetar a captura de imagens, aquelas com anormalidades faciais graves, com histórico de estrabismo ou cirurgia reconstrutiva de ptose e também as que apresentavam problemas psicológicos ou psiquiátricos.
Para fazer as fotos dos rostos dos participantes foi usado um smartphone e as imagens foram feitas em uma sala com iluminação de 300 a 500 lux. No total, foram feitas 1419 imagens de 476 pacientes, sendo 225 mulheres (47,27%) e 299 (62,82%) com idades entre 6 e 12 anos. Dentre as fotos, 946 imagens monoculares foram utilizadas para identificar miopia e ptose, e 473 imagens binoculares para identificar estrabismo.
De acordo com o estudo, o modelo demonstrou boa sensibilidade na detecção de miopia e mostrou desempenho comparável na identificação de distúrbios oculares em crianças do sexo feminino e masculino durante a análise de subgrupos sexuais. Houve diferenças na identificação de distúrbios oculares entre os diferentes subgrupos etários.
Segundo os pesquisadores, “os resultados sugerem que os modelos de previsão de IA que utilizam fotografias de smartphones podem identificar doenças oculares em crianças e adolescentes“. Há, porém, limitações do estudo. “Este é um estudo transversal de centro único com um tamanho de amostra pequeno, sugerindo a necessidade de uma investigação multicêntrica para aumentar a generalização do algoritmo”, escreveram eles.
Os cientistas também afirmaram que a coleta de imagens dos pacientes de várias perspectivas pode melhorar o desempenho do algoritmo e que os tamanhos das amostras das três doenças mapeadas foram diferentes, o que pode apontar uma das razões para a baixa sensibilidade do modelo na detecção de estrabismo.
Eles concluíram que “o uso dessas informações pode ajudar a alcançar uma alocação mais equitativa de recursos médicos limitados. Isso é fundamental para o avanço dos padrões globais de saúde”.
Fonte: Ophthalmology Times
Retirado de: Oftalmologia – IA como ferramenta para detectar doenças oculares nas crianças – Universo Visual
Problemas de visão atingem 19% dos brasileiros em idade escolar

Muitos pais não se dão conta, mas por trás das dificuldades enfrentadas pelos pequenos em sala de aula podem estar problemas de visão. Divulgado no final de 2024, um levantamento feito pelo projeto social Em Um Piscar de Olhos com 110.700 crianças e adolescentes de 6 meses a 15 anos, de nove estados brasileiros, revela que 19% deles apresentava algum problema oftalmológico. Muitos não utilizavam a correção adequada, desencadeando problemas de aprendizado e até mesmo evasão escolar.
O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) também tem se atentado a essa questão por conta do aumento de problemas de visão na fase escolar. Em comunicado, o CBO destaca que tem aumentado a prevalência de erros refrativos, problemas que acontecem quando o feixe de luz que atravessa o globo ocular para formar a imagem na retina sofre algum desvio provocado pela anatomia do olho, comprometendo a nitidez. São exemplos a miopia, a hipermetropia e o astigmatismo. A estimativa é de que 23 milhões de brasileiros em idade escolar apresentem algum desses problemas.
Mas detectar essas condições nos pequenos muitas vezes não é fácil. “Se a criança nunca enxergou bem, dificilmente consegue se dar conta de que há algo errado”, diz o oftalmologista pediátrico Mauro Plut, do Hospital Israelita Albert Einstein. Além disso, nessa idade o cérebro consegue se adaptar com bastante rapidez, compensando um possível déficit visual.
Por isso, é muito importante que familiares e professores fiquem atentos a sinais que podem indicar que a criança ou o adolescente tem algum problema. “Fechar um dos olhos para enxergar; posicionar objetos, como o livro, o caderno ou a televisão muito perto do rosto; ter dificuldade para copiar a lição e precisar se sentar próximo da lousa; ter muita dor de cabeça e ficar com os olhos coçando ou vermelhos com frequência podem ser indícios”, explica Plut.
A oftalmologista Júlia Rossetto, presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP), ainda destaca sinais como a criança esbarrar muito nas coisas, apertar os olhos quando quer ver algo que está distante, ter dificuldade para reconhecer pessoas, objetos ou ler placas de longe e apresentar desenvolvimento escolar muito diferente dos outros colegas de sala. Algumas questões de comportamento também podem servir de alerta, como desinteresse nas aulas, dispersão constante e dificuldade na interação social.
Além de ajudar no aprendizado e nos relacionamentos, tratar os problemas de visão quando as crianças estão mais novas também ajuda a evitar problemas futuros. “Temos uma janela de desenvolvimento da visão que acontece da gestação até cerca de 7 anos de idade. Se a criança com grau não começar a utilizar a correção certa nesse período, pode apresentar a chamada ambliopia ou olho preguiçoso. Nesses casos, ela pode não enxergar bem no futuro, mesmo com uso de óculos”, afirma Rossetto.
O ideal é que os pequenos visitem o oftalmologista desde cedo, principalmente se houver histórico familiar ou suspeita de problemas como miopia muito alta, catarata congênita e retinoblastoma, um tipo de tumor na retina. A primeira consulta deve acontecer ainda no primeiro ano de vida, entre os 6 e 12 meses; e entre os 3 e 5 anos, a criança deve passar por um exame mais completo, de acordo com a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica.
Fonte: Agência Einstein
Retirado de: Oftalmologia – Problemas de visão atingem 19% dos brasileiros em idade escolar – Universo Visual
Os 5 Equipamentos Essenciais para um Consultório Oftalmológico de Sucesso

Montar o primeiro consultório ou planejar a modernização de uma clínica já estabelecida é um passo decisivo na carreira de todo oftalmologista. Além da excelência técnica, a escolha dos equipamentos certos é um pilar que sustenta a qualidade do diagnóstico, a eficiência operacional e a confiança que você transmite ao paciente.
Mas, em meio a tantas tecnologias e opções, quais são os itens realmente indispensáveis para garantir um atendimento de ponta? Para te ajudar nessa jornada, a Eyetec, que há décadas desenvolve tecnologia oftalmológica nacional, preparou um checklist com os 5 equipamentos essenciais para um consultório de sucesso.
1. CONJUNTO DE REFRAÇÃO: O CORAÇÃO DO DIAGNÓSTICO
A precisão na avaliação da acuidade visual é a base da oftalmologia. Um bom conjunto de refração não só otimiza o tempo do exame, mas também oferece conforto para o médico e para o paciente. Ele é composto, essencialmente, por:
Cadeira Oftalmológica: Ergonomia é a palavra-chave. Busque por modelos que ofereçam ajustes suaves, elétricos ou hidráulicos, que sejam robustos e fáceis de higienizar. Uma cadeira confortável melhora drasticamente a experiência do paciente.
Coluna ou Unidade de Refração: Ela organiza o espaço e integra os equipamentos. Modelos modernos permitem acoplar o Refrator, o Projetor e a Lâmpada de Fenda, otimizando o fluxo de trabalho.
Refrator Greens (Foróptero): A ferramenta para o exame subjetivo de refração. Modelos precisos e com troca de lentes macia, como o Refrator da Eyetec, são fundamentais para encontrar a graduação perfeita.
2. LÂMPADA DE FENDA
Indispensável para a biomicroscopia do segmento anterior do olho. Com ela, é possível examinar pálpebras, conjuntiva, córnea, íris e cristalino com alta magnificação. Ao escolher sua Lâmpada de Fenda, considere a qualidade óptica, a iluminação, sendo o LED uma excelente opção pela durabilidade e qualidade da luz, e a fluidez dos movimentos mecânicos.
3. TONÔMETRO: A PREVENÇÃO DO GLAUCOMA EM FOCO
A medição da pressão intraocular (PIO) é um procedimento padrão e crucial para o diagnóstico precoce do glaucoma. O tonômetro de aplanação, acoplado à Lâmpada de Fenda, ainda é o padrão-ouro. Garanta que seu equipamento seja de um fabricante confiável para ter medições precisas e consistentes. Veja o modelo disponível na Eyetec.
4. PROJETOR DE ACUIDADE VISUAL OU TABELA DIGITAL
A tradicional tabela de Snellen impressa vem sendo substituída por soluções mais dinâmicas e precisas. Os projetores de acuidade visual ou as modernas telas de LCD/LED oferecem uma variedade maior de optotipos, testes de cores, sensibilidade ao contraste e podem ser controlados remotamente, agilizando o exame e reduzindo o espaço físico necessário.
5. OFTALMOSCÓPIO BINOCULAR INDIRETO (OBI)
Para um exame detalhado da retina, nervo óptico e fundo do olho, o OBI é insubstituível. Ele fornece uma visão estereoscópica e ampla do fundo de olho, sendo essencial para diagnosticar condições como descolamento de retina, retinopatia diabética e degeneração macular. Um bom OBI, como o OBI da Eyetec, deve ser leve, confortável e ter um sistema de iluminação e óptica de alta qualidade.
ALÉM DO ESSENCIAL: EQUIPAMENTOS PARA DIFERENCIAR SEU ATENDIMENTO
Com a base garantida, você pode pensar em equipamentos que agregam valor e expandem sua capacidade de diagnóstico, como o Lensômetro, para conferir os óculos do paciente, e o Ceratômetro.
SEU CONSULTÓRIO DE SUCESSO COMEÇA COM A ESCOLHA CERTA
Investir em equipamentos de qualidade não é um custo, mas um investimento direto na sua capacidade de oferecer o melhor cuidado oftalmológico. A durabilidade, a precisão e o suporte técnico fazem toda a diferença no dia a dia da clínica.
A Eyetec tem orgulho de ser uma indústria 100% brasileira, oferecendo equipamentos robustos, tecnologia de ponta e um suporte que você pode confiar.
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